LITERARY ROUTE OF CORA CORALINA
The Cora Coralina Literary Route is a project conceived from the search for an immersive and real tourist experience in the culture and multiculturalism that exists today in Goiás Velho, the hometown of Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas - Cora Coralina. A great poet and writer who contributed significantly to tourism in the city of Goiás.


🌿 Rota Literária pelos Becos de Goiás — Cora Coralina
"Sou a filha caçula da cidade. Antes de mim, muitos. Depois de mim, outros virão."
— Cora Coralina
Há becos na Cidade de Goiás que guardam segredos. Becos de pedra, de sombra, de silêncio e de poesia. Foi por eles que Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas — a Cora Coralina — aprendeu a olhar o mundo com os olhos que nenhuma escola ensina. E é por eles que a Rota Literária da Goyazes Turismo te conduz, ao fim da tarde, quando a luz dourada do Cerrado cobre os casarões coloniais e as palavras da poetisa ganham o peso exato que merecem.
Esta não é uma visita guiada comum. É um encontro entre quem caminha e quem escreveu — entre o viajante de hoje e a menina que nasceu nessas mesmas ruas em 1889 e se tornou uma das maiores vozes da literatura brasileira.
O que é a Rota Literária
A Rota Literária pelos Becos de Goiás é um roteiro cultural e poético realizado ao fim da tarde, a pé pelo centro histórico da Cidade de Goiás — Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco desde 2001.
O guia conduz o grupo pelos becos, ruas e monumentos que inspiraram os versos mais conhecidos de Cora Coralina. A cada parada, poesias e trechos da obra da poetisa são recitados no próprio lugar que os originou — criando uma experiência sensorial única onde literatura e paisagem se tornam uma coisa só.
Roteiro — Passo a Passo
Concentração: Praça do Coreto — ponto de encontro com o guia
*(Chegue com 10 minutos de antecedência. O roteiro inicia ao entardecer.)*
🏁 INÍCIO — Praça do Coreto
O coração político e social da Vila Boa de Goiás desde o século XVIII. Foi aqui que as principais decisões da antiga capital da Capitania de Goiás foram anunciadas ao povo — e é daqui que Cora Coralina observou, desde menina, o movimento da cidade que ela nunca deixou de amar. O guia apresenta o roteiro, contextualiza a vida da poetisa e distribui os primeiros versos que acompanharão o grupo ao longo do caminho.
⛪ 1ª PARADA — Igreja de São Francisco de Paula
Construída entre 1761 e 1764 às margens do Rio Vermelho, em pequena elevação que domina o conjunto urbano, é uma das mais belas igrejas barrocas coloniais de Goiás. Seu interior guarda pinturas do artista local André Antônio da Conceição, de 1869, e uma escultura de São Francisco de Paula esculpida por Veiga Valle — o mais importante imaginário goiano do período colonial. Tombada pelo IPHAN em 1950, é sede canônica da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos desde 1863. O pôr do sol visto daqui, com o Rio Vermelho ao fundo e a luz laranja sobre o casario, é uma das imagens mais fotografadas da cidade — e uma das mais lembradas por quem passou por este roteiro.
⛪ 2ª PARADA — Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Erguida no século XVIII, a Igreja do Carmo pertenceu à Ordem dos Carmelitas e integra o conjunto de templos que moldaram a paisagem religiosa da antiga capital goiana. Suas paredes de taipa de pilão guardam séculos de devoção popular e são parte do conjunto arquitetônico que levou a Cidade de Goiás ao título de Patrimônio Mundial pela Unesco em 2001. É nas sombras das igrejas como esta que Cora Coralina situou parte de sua formação espiritual e poética — a fé simples do povo miúdo que ela tanto celebrou em seus versos.
🚶 3ª PARADA — Beco da Escola
Um dos becos mais carregados de memória afetiva da cidade. Foi por aqui que gerações de crianças vilaboenses passaram a caminho da escola — entre elas, a própria Ana Lins, que se tornaria Cora Coralina. Nos poemas da escritora, os becos não são apenas caminhos: são personagens, são testemunhas, são a própria cidade respirando. Neste beco, o guia recita versos da poetisa que falam diretamente sobre o cotidiano das ruas de pedra — e o grupo percebe, quase sem querer, que está dentro de um poema.
⛪ 4ª PARADA — Igreja de Nossa Senhora da Abadia
Construída em 1790 com esmolas do próprio povo, sob iniciativa do Padre Salvador dos Santos Batista, a Igreja d'Abadia é a única construção da cidade a apresentar torre — o que lhe confere uma silhueta inconfundível no skyline colonial. Seu forro é decorado com pintura barroca de artista desconhecido, e suas paredes externas de taipa de pilão resistem há mais de dois séculos. Considerada um dos melhores exemplares de arquitetura religiosa da cidade, é testemunha fiel da fé que moldou a alma de Goiás — e de Cora.
🌑 5ª PARADA — Manchorra
Um dos pontos mais sombrios e fascinantes do roteiro. A Manchorra foi, no período colonial, o local onde ocorriam execuções públicas — os condenados eram enforcados ali, e seus corpos deixados à própria sorte como forma de punição e intimidação. O nome carrega o peso da história que a cidade não esconde. Cora Coralina, que cresceu ouvindo essas histórias dos mais velhos, traduziu em seus versos a memória coletiva de dor, injustiça e resistência que lugares como este representam. Uma parada para sentir o que a história oficial raramente conta.
🚶 6ª PARADA — Beco do Ouro Fino
O nome já diz tudo: este beco guarda na memória os tempos áureos da mineração em Vila Boa, quando o ouro extraído das lavras próximas passava por aqui a caminho das casas de fundição. Nas paredes de pedra e nas pedras do chão, séculos de passos — de escravizados, de tropeiros, de senhores e de poetas. Cora Coralina conhecia cada pedra deste beco de cor. É aqui que o ouro virou verso, e o verso, memória permanente.
🌿 7ª PARADA — Rua da Cambaúba
Uma das ruas mais charmosas e menos percorridas do centro histórico, a Rua da Cambaúba revela o lado mais íntimo e silencioso da cidade. Longe do movimento das praças principais, é o tipo de rua que Cora Coralina imortalizou em seus poemas sobre o cotidiano simples e profundo de Goiás — as janelas entreabertas, os jardins internos, o cheiro de comida e de ervas que escapa pelos muros. Um convite à contemplação antes do encerramento do roteiro.
⛪ ENCERRAMENTO — Igreja de Nossa Senhora do Rosário
O roteiro termina onde a história da cidade encontra sua alma mais profunda. Construída no século XVIII pela Irmandade dos Homens Pretos, a Igreja do Rosário é o símbolo maior da resistência e da fé do povo escravizado que construiu Vila Boa com as próprias mãos. É também o ponto de partida da Serenata da Lua Cheia — e não por acaso. Nenhum lugar na cidade concentra tanto passado, tanta dor transformada em beleza. O guia encerra o roteiro com uma recitação final de Cora Coralina — e o silêncio que se segue diz tudo que as palavras não conseguem.
Informações Práticas
📍 Início: Praça Brasil Caiado — Centro Histórico — Cidade de Goiás
⏱ Duração: 5 horas
🚶 Percurso: 2,5 km de caminhada suave
🌤 Dificuldade: Fácil — acessível para todas as idades
🌡 Temperatura: 15°C a 38°C — frescor ao entardecer
🌧 Melhor época: Abril a setembro (estação seca)
O que está incluso
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Guia de turismo credenciado
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Passaporte Poético de Goias (em construção)
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Recitação de poesias de Cora Coralina nos becos e pontos originais
O que não está incluso
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Alimentação e hidratação pessoal
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Medicamentos de uso individual
O que levar
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Calçado confortável — as ruas são de paralelepípedo
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Roupas leves e boné ou chapéu
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Protetor solar e repelente
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Garrafa de água
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Capa de chuva (de outubro a março)
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Mochila pequena
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Câmera ou celular — cada esquina é uma fotografia
💡 Dica do Guia: Aproveite as paradas para se hidratar — o roteiro é contínuo entre as paradas.
Por que fazer ao entardecer?
O horário não foi escolhido por acaso. Ao fim da tarde, a luz laranja do Cerrado banha as fachadas coloniais de uma maneira que nenhum outro horário reproduz. As sombras alongam as ruas de pedra, a temperatura baixa, o movimento da cidade diminui — e as poesias de Cora ganham uma dimensão que, lidas em casa, simplesmente não existem.
É nesse horário que Goiás revela o que guarda.
Cora Coralina — Quem foi
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889. Publicou seu primeiro livro aos 75 anos — e se tornou um dos maiores nomes da literatura brasileira. Sua obra é inseparável dos becos, do Rio Vermelho, das pedras e do cheiro de doce de sua cidade natal. Em 1983, recebeu o Prêmio Juca Pato, o mais alto reconhecimento da inteligência brasileira.
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Acesse o Mapa do Roteiro
📌 Ver rota completa no Google Maps
Investimento
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Pacote exclusivo para grupos a partir de 10 pessoas.
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Valor de R$ 120,00 por participante
A Goyazes Turismo é a empresa responsável pela operação deste roteiro cultural credenciado na Cidade de Goiás.
















